segunda-feira, 2 de maio de 2011
Até algum dia.
Tem palavras que magoam, mas eu não ligo se ferirem a mim. Não ligava, talvez. Eu não quero que você entre em desespero mas, eu vou sumir por um tempo. Eu entendo seus motivos, e acho que esse tempo, vai ser bom pra você, afinal, você só fica nesse computador por minha causa. Mesmo eu não querendo,acabo atrapalhando sua vida, então, me perdoe. Quero que você viva intensamente esse tempo, afinal, você logo vai ter uma vida séria, então, aproveite. Não se preocupe comigo, eu sei me virar muito bem. Você deve estar chateada comigo, mas aquela frase, não foi pra você. Eu te disse que estou na minha época do azar. Lembre sempre de quem você é, e de como chegou aqui. Seja feliz. Até algum dia.
23 de maio.
Por mais que eu force minha mente pra apagar esse dia, ele retorna sempre. Eu espero um dia substituir essas lembranças por outras. Eu não sei porque, mas eu gosto de rever como as coisas aconteceram. Eu era tão boba e achava que aquilo seria amor. Gostar muito de alguém, é amor? Eu realmente pensava que sim. Mas depois que o nosso relacionamento acabou, eu comecei a enxergar o mundo, como ele realmente é. Acho que vivia um sonho. Um sonho de 3 meses. Um amor que eu achava verdadeiro. Ou que talvez tenha sido verdadeiro. Era um gostar verdadeiro. Eu vivi um amor virtual por três meses. O celular e a webcam também ajudavam a nutrir esse gostar. Faltavam 7 dias para o meu aniversário e eu ganhei um presente de você. O primeiro beijo de alguém que gostava. Naquela época, eu fiquei feliz. Mas não durou mais nem dois meses pra esse gostar acabar. Eu lembro ainda de quando cheguei, e sentei num banco, que dava pra ver a grama e a quadra, e quando te avistei, vi que tudo era real, que você não era apenas um sonho. A felicidade foi instantânea, mas lembro o quanto você tremia, nervoso. Eu disfarcei o riso baixo que dei, e passei meus dedos por sua mão. Ela estava fria, e trêmula. Lembro de quantas voltas demos, até encontrarmos um lugar e nos abraçarmos. Aquela menina doce, que não sabia nada sobre a vida, nos braços de um garoto com quem ela trocava mensagens o dia todo. Demoramos minutos pra acreditar que aquilo era realidade, ficamos apenas sentindo o calor do abraço de cada um e o perfume de ambos. Meus lábios buscaram os seus, devagar, percorrendo suas bochechas até chegarem em sua boca. Meu primeiro beijo. A garota doce e inocente provando do pecado. E descobrindo que não aguentava ficar muito tempo sem ar. O corpo todo quente, o rosto vermelho e o cabelo sobre o pescoço. Meus lábios provando de seu pescoço, outra vez seu perfume. E depois a despedida. Andar de mãos dadas com alguém que gostava, pela primeira vez. O sonho acabou. Eu inventei muitas desculpas aquele dia pra sair de casa, e quando cheguei em casa, voltei a minha vida normal. O gostar foi acabando, a menina doce deu lugar para a menina realista que não via futuro num relacionamento à distância. Foi o melhor presente que ganhei. Mas, eu não quero ficar lembrando disso. Apenas, obrigado. E apenas, se esqueça de todos os detalhes idiotas que escrevi aqui. O menino que conheci não existe mais, muito menos a menina que você beijou. Sayonara.
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